terça-feira, 8 de maio de 2007

Voltaire: A Era da Razão

Pensai por vós próprios! –Conselho que dava constantemente aos seus contemporâneos.

Posso não concordar com uma única palavra do que está a dizer, mas defendo incondicionalmente o direito que lhe cabe para o dizer!
Há quem atribua esta frase célebre a Voltaire. Na verdade, ela é de autoria de um de seus biógrafos que, desta forma, resumiu a luta permanente que Voltaire travou pela liberdade de pensamento.

Insistiu no direito de cada um duvidar daquilo em que não podia crer, com isso foi caracterizado de ateu. Ele mesmo respondeu, não aos acusadores, mas ao Criador:

Ó Deus desconhecido, a quem todas as Tuas obras proclamam,
Ó Deus, escuta estas minhas últimas palavras:
Se alguma vez errei, foi em busca da Tua lei;
O meu coração pode extraviar-se, mas está cheio de Ti.

voltaire É a voz de um coração contrito e humilde que soa. Nunca atacou a fé sincera, ridicularizou foi a credulidade supersticiosa, a imitação falsificada da fé.

Considerava o homem como um ser livre, responsável pelas suas próprias ações e senhor de uma consciência capaz de julgar os seus atos.

Voltaire odiava a crueldade e a intolerância e atacou-as com um espírito cujo sentido de justiça o tornava brilhante: transformava a ira em diversão e o fogo em luz. O meu ofício, comentava, é dizer o que penso. Seus pensamentos encontram-se em noventa e nove volumes de obras de teatro, poemas, novelas e artigos.

Das oito mil cartas que escreveu a pessoas famosas há uma máxima interessante, supostamente tirada de uma das cartas enviadas a Catarina, a Grande, da Rússia:
Perdoe-me, senhora, se escrevi carta tão comprida. Não tive tempo de fazê-la curta.

Constantemente seus livros recentemente publicados, eram censurados e lançados, publicamente, em fogueiras. Toda a Europa podia ler, naquelas chamas, o que o autor pensava das autoridades militares, das curas miraculosas, do direito divino dos reis e do Santo Ofício.

Culpado de todo o bem que não fez, referenciando-se ao Cardeal Mazarino. Voltaire podia aniquilar um homem com uma simples frase.

Nasceu em Paris, no dia 21 de Novembro de 1694, sendo batizada com o nome de François Marie Arouet, que mais tarde adotou o pseudônimo Voltaire.

Ao leito de morte, pediu ao secretário escrever em seu testamento:
Morro adorando a Deus, amando os meus amigos, sem odiar os meus inimigos e detestando a superstição.

Saiba mais sobre Voltaire em:
No Submarino.com.
Wikipédia.
Web português.
Web várias línguas.

 

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